Neste Dia Mundial da Fotografia, celebrado a 19 de agosto, a ONU News em Maputo conversou com profissionais que vão além do simples registro visual: eles eternizam histórias e ajudam a salvar vidas através da “escrita fotográfica”.
Um desses talentos é o fotojornalista Emídio Josine. Com uma lente focada na empatia e na ação, Josine construiu uma trajetória sólida colaborando com diversas agências das Nações Unidas.
As entidades a que prestou serviço são Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef e a Organização Internacional para as Migrações. OIM.
Especializado em fotojornalismo de impacto, Josine dedica seu portfólio a dar visibilidade a crises globais urgentes. Suas imagens oferecem um relato poderoso e em tempo real sobre operações de socorro, os impactos de emergências sanitárias e as mobilizações cruciais na defesa dos direitos humanos.
“Foi um momento de devastação para o povo Sena, o povo da beira, e o povo lá sofreu muito. Eu fui um dos primeiros fotógrafos a chegar no terreno quando o ciclone Idai atingiu a província de Sofala… O que eu vi quando cheguei, a primeira coisa que eu tive a chance foi de procurar a beira, o interior da beira, os bairros, e aquilo que eu vi pessoalmente como fotógrafo foi a tristeza na cara das pessoas daquilo que elas perderam. As pessoas tinham perdido completamente tudo.”
Dos ciclones Idai e do ciclone Kenneth, Josine diz ter aprimorado o amor ao próximo, pois foi ali que suas lentes registaram os momentos difíceis. Ele recorda que as pessoas perderam suas casas, seus bens e perderam esperança e vontade de viver.